
Às vezes me sinto uma abelhinha semeando corações
Cultivo e cativo um pouquinho aqui e ali
Sem intenção acabo plantando sentimentos e indo embora
Crio esperanças para logo após abandoná-las
Fugindo pela primeira brecha que aparece na minha anciosidade
Deixando olhos aguados, corações despedaçados, duvidas inacabáveis, planos dilacerados e lembranças órfãs
Sinto–me sem escrúpulos
A mãe que abandona o filho depois de prometer que sempre estaria ao seu lado
Como se eu não me importasse
Em cada semente deixo um pouco de mim
E se um dia acabar?
Gostaria de encontra meu porto seguro, minha casa, meu abrigo, meu afago, meu sempre
Mas as pessoas dizem que tudo um dia acaba
É....deve ser por isso que eu fujo
Por temer o descontrole do fim.
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